SUA ARMA; E NASCE MORRENDO

SUA ARMA; E NASCE MORRENDO
Juscelino Barão
22 Abril 1995



Numa tarde monótona
Nublada e anêmica
Vejo um homem na esquina de um bar
Sentado
Triste
Pensativo
Com uma arma
na mão
E põe-se a disparar
Tiros

Sua arma é uma caneta
Escreve
Se fere
Se mata
Suando, sangue lhe sai do corpo
E com ele também sai o amor
E finda.

Assim é o poeta
Com sua arma a se matar, e
cada vez que morre,
retorna à vida mais forte do
que quando partiu.

Comentários

Anônimo disse…
Nunca fui favorável a nenhum tipo de desarmamento...
Anônimo disse…
Quem diria... O cara se rendeu à democracia virtual dos blogs! Parabéns Juscelino, gostei de ver teu lado poeta. ABRAÇOS!!

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