Para Lembrar de Minha Terra

Para Lembrar de Minha Terra
Juscelino Barão
Do meu antigo colégio – que foi construído por um prefeito que ajudava no crescimento da cidade por volta de 1969 – vejo da fila de cadeiras que fica encostada à parede, pela janela já quebrada pelo tempo e por seus alunos: o morro, o morro da minha cidade, o morro da Mariana, com seus moleques brincando de bola no sol quente.
Vejo nestes, a força que as crianças têm de brincar o dia inteiro, seja de dia no sol quente, ou à noite no frio – que vez em quando chega em minha cidade. E faça chuva ou faça sol, lá estão elas em cima do morro jogando bola e empinando pipas...
Mas, volto a me concentrar na professora que vem entrando na sala e deseja boa tarde. Seu rosto me mostra com clareza, seus quarenta e poucos anos... Meu pensamento voa e volto a olhar novamente para o morro. Fico desejoso, de quem sabe, tirar uma foto desta paisagem. Como é bonito o marrom do barro do morro! Como é lindo o marrom das suas casas! E como é bela a alegria dos meninos sob o céu nublado.
Sim, desejo tirar-lhe uma foto, pois eu sei que o morro certamente mudará. E quando o tempo passar e o morro mudar; estando eu longe de minha terra, olhando nesta foto a alegria do morro em diminuto; escreverei com saudades uma poesia; e vou querer voltar.
Comentários
[]s
boa sorte!!
Forte abraço!